Educação e Sexualidade: palavras introdutórias
Falar sobre sexualidade na educação
é importante, no entanto, sabemos que para isso acontecer será preciso vencer
alguns tabus e visões equivocadas sobre sexualidade que estão na mente dos
jovens, adolescente, crianças e até adultos. Sexualidade é um tema que pode ser
tratado em qualquer ano e em qualquer faixa etária, o que o professor precisa
fazer é adequar o conteúdo para o nível dos alunos em questão.
A abordagem desse tema na educação
pode contribuir para esclarecimento e orientação do desenvolvimento de uma
sexualidade saudável ao longo da vida. Afinal, a sexualidade é algo que vamos
aprendendo e experimentando ao longo de nossa vida, e nada melhor do que
aprendermos sobre ela na escola e no nosso ambiente familiar, uma vez que as
informações externas além de virem “equivocadas”, muitas não são filtradas
pelos educandos (as). É possível aprender tudo, mas precisa ser de forma
sistematizada e esclarecida, a cada tempo para cada idade, pois tem coisas
sobre sexualidade que o adolescente deve saber, mas a criança de cinco anos,
ainda não. É necessário trabalhar para que não haja rupturas nas fases da vida.
REFERÊNCIAS:
Um toque diferente
Na nossa primeira aula sobre
Educação e Sexualidade, realizamos uma dinâmica, na qual podemos tocar e dançar
de forma diferente no outro e com o outro, sempre respeitando os limites de
cada um. É importante desenvolvermos relações afetivas e de “calor” (toque) com
o nosso próximo. O toque sensibiliza quem toca e quem é tocado ajudando a
afetividade nas relações sociais. Somos tão naturais, abraçar, apertar a mão,
dançar, cumprimentar com os pés também é natural, quando não feito com malícia
e desrespeito à individualidade e espaço de meu próximo. A experiência da
dinâmica me foi divertida e prazerosa.
Conversando sobre sexualidade
Nessa parte trago sucintas
informações e aprendizagens, construídas a partir da leitura do texto sobre
sexualidade, da série saúde preventiva do SOS CORPO – Gênero e Cidadania.
Para desfazer equívocos informo que
a sexualidade não é um processo biológico, que só tem haver com órgãos sexuais
e os hormônios. A compreensão sobre sexualidade é uma construção que acontece
ao longo do tempo na sociedade e nas pessoas, os comportamentos, os desejos, as
ideais que mudam ao longo do tempo são tanto individuais quanto sociais.
Tantos os homens, quanto às mulheres
possuem os mesmo direitos quanto à sexualidade, a mulher não é mais usada como
objeto sexual e decidem a hora e o momento de tudo acontecer em suas vidas.
Conquistaram a liberdade de expressão e de escolha.
Sexualidade não é uma coisa feia,
misteriosa, cheia de proibições e medo, o que acontece é que a ausência de
conhecimento faz com que as pessoas deturpem aquilo que pode ser uma boa
experiência, e que deve acontecer no momento oportuno. Falo isso porque não
concordo que mocinhas (crianças) iniciem a sua vida sexual precocemente e
acabem engravidando trazendo para si um estilo de vida que não desejavam. (E
esse é apenas um, de vários exemplos)
O respeito à opção sexual do outro
deve acontecer, mesmo que eu e você não venhamos a concordar com tal opção. A
discriminação e a violência contra alguém que não tem a mesma opção sexual vão
contra os direitos humanos de cada um, e é crime. Fica a dica: se não concorda,
respeite.
Sexualidade não é um bicho de sete
cabeças, apenas precisamos conhecer bem o assunto antes de sair por ai
desrespeitando o próprio corpo e até o corpo do outro (a), antes de escolher o
que fazer de nossa sexualidade, pois toda escolha que fazemos hoje, vai nos
dizer o que seremos amanhã, num futuro bem próximo.
Maria Dalva
da Silva Cruz
Série
Saúde Preventiva: CONVERSANDO SOBRE SEXUALIDADE.
FAVERO,
Cíntia. O que é sexualidade?. Disponível em: www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualiddae/
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