quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Análise Textual I: Orientação sexual nos PCNs - Aula dia 07 de Fevereiro de 2014

ALTMANN, Helena. Orientação Sexual nos parâmetros curriculares nacionais. ESTUDOS FEMINISTAS, ano 9, 576, 2º semestre 2001.

O tema Sexualidade e os PCNS

A sexualidade é tema abrangente e esta inserido em todos os dispositivos da sociedade, na família, nas mídias, na escola, nas igrejas. Entretanto, apesar de se fazer presente nesses ambientes o tema sexualidade é tratado como um tabu.  

Diante da realidade não espaço para a sexualidade ser tratada como tabu; precisa ser detalhadamente discutida para ser vivenciada de forma saudável, dentro dos princípios, crenças, cultura e valores de cada grupo social.

A escola se constitui como espaço oportuno a essa discussão. Observando isso, o assunto foi inserido na escola como tema transversal de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Essa foi uma estratégia para a inserção da temática em âmbito escolar, em que a Orientação Sexual deve impregnar toda a área educativa, tendo a Educação Física espaço privilegiado para intervenção e desenvolvimento do assunto.

No entanto, não é especificamente nas aulas de Educação Física que a sexualidade deve ser trabalhada, a sexualidade pode ser contextualizada em todas as disciplinas, uma vez que a sexualidade pulsa aos olhos podendo gerar grandes temas e fomentar diversas discussões.

O trabalho com a sexualidade na escola precisa ser realizado em consonância com a participação efetiva da família. Quando se trata de sexualidade, é imprescindível o dialogo escola-alunos-família.

A sexualidade faz parte da vida e da saúde, e é expressa desde cedo no ser humano.

Os PCNs buscam em um dos seus objetivos incluírem a orientação sexual dentro do currículo da escola. Acredito ser este um objetivo importante, mas que não deve se limitar apenas ao uso deste documento.

Sabemos que mesmo que os PCNs tenham chegado as escolas, o seu uso nem sempre é efetivado e o tema sexualidade-orientação sexual fica sendo tratado de forma superficial, dando ênfase apenas as DST’s e altos índices de gravidez na adolescência. E foi justamente com objetivo de informar com a intenção de “prevenção” que os PCNs foram introduzidos na escola.

No entanto, acredito que o tema sexualidade na escola deva ir além apenas de tratar de prevenção da gravidez na adolescência e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). A escola é um espaço de informação e formação, e os temas referentes à sexualidade não se limitam apenas a questões preventivas, outros temas relacionados à sexualidade permeiam os espaços escolares e deve ser tratado por todo o corpo escolar, fazer parte do currículo e práticas efetivas da escola.

                                               Maria Dalva da Silva Cruz

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