A
sexualidade é tema abrangente e esta inserido em todos os dispositivos da
sociedade, na família, nas mídias, na escola, nas igrejas. Entretanto, apesar
de se fazer presente nesses ambientes o tema sexualidade é tratado como um
tabu.
Diante
da realidade não espaço para a sexualidade ser tratada como tabu; precisa ser
detalhadamente discutida para ser vivenciada de forma saudável, dentro dos
princípios, crenças, cultura e valores de cada grupo social.
A
escola se constitui como espaço oportuno a essa discussão. Observando isso, o
assunto foi inserido na escola como tema transversal de acordo com os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Essa foi uma estratégia para a
inserção da temática em âmbito escolar, em que a Orientação Sexual deve
impregnar toda a área educativa, tendo a Educação Física espaço privilegiado
para intervenção e desenvolvimento do assunto.
No
entanto, não é especificamente nas aulas de Educação Física que a sexualidade
deve ser trabalhada, a sexualidade pode ser contextualizada em todas as
disciplinas, uma vez que a sexualidade pulsa aos olhos podendo gerar grandes
temas e fomentar diversas discussões.
O
trabalho com a sexualidade na escola precisa ser realizado em consonância com a
participação efetiva da família. Quando se trata de sexualidade, é
imprescindível o dialogo escola-alunos-família.
A
sexualidade faz parte da vida e da saúde, e é expressa desde cedo no ser
humano.
Os
PCNs buscam em um dos seus objetivos incluírem a orientação sexual dentro do
currículo da escola. Acredito ser este um objetivo importante, mas que não deve
se limitar apenas ao uso deste documento.
Sabemos
que mesmo que os PCNs tenham chegado as escolas, o seu uso nem sempre é
efetivado e o tema sexualidade-orientação sexual fica sendo tratado de forma
superficial, dando ênfase apenas as DST’s e altos índices de gravidez na
adolescência. E foi justamente com objetivo de informar com a intenção de
“prevenção” que os PCNs foram introduzidos na escola.
No
entanto, acredito que o tema sexualidade na escola deva ir além apenas de
tratar de prevenção da gravidez na adolescência e de Doenças Sexualmente
Transmissíveis (DST’s). A escola é um espaço de informação e formação, e os
temas referentes à sexualidade não se limitam apenas a questões preventivas,
outros temas relacionados à sexualidade permeiam os espaços escolares e deve
ser tratado por todo o corpo escolar, fazer parte do currículo e práticas
efetivas da escola.
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